Diz a sabedoria popular que não devemos fazer aos outros o que não queremos que nos façam a nós ou seja, se faço mal tenho o troco e se faço bem, igualmente o terei... Pois bem, começo a achar que a segunda versão não é bem assim, já que a minha experiência raras vezes o confirma. Hoje, e mais uma vez, o pude comprovar quando em plena via pública e ao volante da minha limousine fui confrontada com um obstáculo, mandam as regras de trânsito que tenho de parar, assim fiz e assim fluiu o trânsito. Passados dez minutos, voltei a passar no mesmo local, mas desta vez em sentido inverso. Quem parou? Eu, novamente pois se não o fizesse, provavelmente as frentes das limousines tocavam-se pela primeira vez num amargo beijo.
Pergunto, de que me valeu ser cumpridora? Tive o troco do meu recente ato, mas na versão indesejada... Isto dá-me vontade de fazer tudo ao contrário, de ser uma fora da lei, uma foragida, um ser humano deplorável, pode ser que tenha melhores respostas...
Isto é apenas uma situação rotineira e banal, mas ultimamente tenho sido presenteada com a lei do eterno retorno... ao contrário!