terça-feira, 30 de abril de 2013

Morangos parte 2 - Home made #4

A plantação de morangos cá de casa, cresce e aparece...




... da flor ao fruto, foi um pulinho...


...do fruto à cor, foi uma tarde...


... já tenho as natas batidas em chantilly para a sobremesa de amanhã.
A julgar pela rapidez da "pigmentação" dos frutos, não posso ser apanhada desprevenida!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Está lá?

 
As conversas que tenho durante a hora de almoço são, na maioria dos casos sobre banalidades e lugares comuns. Hoje foi mais uma dessas (in)frutíferas conversas...falava-se de telemóveis, o inimigo número um dos professores e número dois dos pais, logo a seguir ao computador e antes da PSP.
Ora, voltando então à conversa da hora de almoço, alguém defendia que o telemóvel é um bem indispensável, de primeira necessidade e que faz muita falta, quase tanta como o pão na mesa. Acrescentava que o seu filho estava sem telemóvel por castigo imposto, pois tinha sido a forma de punição que mais o lesava, contudo ponderava a gravidade da pena pois sem esse meio de comunicação, tinha mais dificuldade em controlar o miúdo.
Controlo foi para mim  a palavra chave nesta conversa. O telemóvel é essencialmente uma forma de controlo das pessoas. Antigamente, quando só se tinha o telefone fixo iniciava-se a conversação com o Está lá? É o xxxx? Sou eu, o yyyyy. Está tudo bem? Hoje, com o telemóvel, inicia-se a conversação com o Sou eu (o nome já aparece no visor). Onde é que estás? Repare-se nas diferenças e tire-se as conclusões!
Não nego a importância do telemóvel, mas antes da sua existência as pessos não deixavam de se encontrar, de falar, de conviver...acho que seríamos muito mais felizes sem telemóvel e não estaríamos sempre a sentir a pressão de que "já estou atrasada, tenho que ligar a avisar..." ou "porque é que não atende o telemóvel! Será que aconteceu alguma coisa?" ou ainda "fiquei sem bateria...e agora? Não gosto de estar sem telemóvel!" Será que não?
 

domingo, 28 de abril de 2013

Gaspar: o medalhado


Todos sabemos que o país vai de mau a muito mau;
Todos sabemos que austeridade gera recessão;
Todos sabemos que os portugueses, na generalidade, não estão satisfeitos com os seus governantes;
Todos sabemos que no jogo da batalha naval que é a economia portuguesa, os tiros são todos na água;
Todos sabemos que Gaspar é como o "bicho papão" que os portugueses temem;
Fiquei a saber que Gaspar é o político português que mais medalhas ganhou na maratona de uma legislatura que vai a mais de meio:
- medalha de ouro para o maior aumento do desemprego;
- medalha de ouro para o maior aumento da dívida portuguesa;
- medalha de ouro para a maior quebra na economia.

Temos um segundo "rei Gaspar"( o primeiro é o rei Mago do presépio), cujo cognome é o Medalhado.

sábado, 27 de abril de 2013

A feira de sábado

 
Na minha infância e pré adolescência sábado era dia de Feira e sábado sem feira (e sol!), não era sábado. Não havia sono que atrapalhasse ou atrasasse este programa, o dia começava cedo e a manhã era passada inteirinha na feira. Aí se comprava os bens para sustentar o agregado durante a semana, encontravam-se os familiares, primos e parentes, atualizavam-se as notícias, novidades e cusquices e ainda se fazia a ronda pelas tendas da roupa da moda, mirava-se os modelitos e se o orçamento permitisse, lá se fazia uma extravagânciazita.
 
Segundo reza a história, as feiras já existem em Portugal desde o séc. XII e XIII, tendo vindo a enfraquecer em finais do séc. XV, em virtude do desenvolvimento e prosperidade das vilas e cidades que garantiam o abastecimento dos produtos e a satisfação das necessidades dos seus habitantes. 
 
Ainda assim, a tradicional feira continuou a existir e resistir às grandes mudanças sociais e comerciais e, no meu caso concreto, ainda pude viver e sentir o cheiro das pipocas, aprender a regatear o melhor preço, e ouvir o pregão do vendedor da banha da cobra e do propagandista que  anunciava a "carrada" de atoalhados que donas de casa atentas podiam levar para casa, enfeirava-se a sério!
 
É com muita saudade que recordo estes sábados de feira, mas é também com muita tristeza que olho, todos os sábados para o sítio onde se fazia a "minha" feira e não vejo as tendas nem as pessoas, vejo uma praça ocupada por lojas orientais, cafés com a sina lida, duas ou três personagens que apanham résteas de sol numa esquina com tradição, um ou dois taxistas que lêem as últimas da bola porque os clientes já não vêem à feira, um ou outro comerciante que espera pacientemente por um freguês, qual D. Sebastião em dia de feira... e assim está a praça, porque a "minha" feira foi deslocada para um mercado em betão armado fora da praça, fora da vila, sem problemas de estacionamento, sem tendas no chão, com condições aprovadas por uma ASAE exigente... mas sem fregueses! Fugiram todos para as grandes superfícies porque aquele  mercado cinzento fica muito "fora de mão" e assim já nem vale a pena ir à vila...vão às cidades.
Eu continuo a ir à velha praça todos os sábados, que de praça já só tem mesmo o nome inscrito numa parede branca de uma casa apalaçada!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O que é Nacional é "pouco"

Quando penso no meu país, no ainda nosso Portugal dou comigo a elencar uma série de coisas boas que são muito nossas.
Temos uma gastronomia digna de manjar de deuses, uma doçaria que engrossa o papo dos anjos, as melhores peras "durinhas" como rochas, os pastéis de Belém que só de os idealizar já estou com um comportamento pavloviano, um Allgarve com verão azul quase todo o ano, uma produção vinícola reconhecida por Baco, maçãs de Alcobaça que quem as apanha não passa sem as trincar, sapatos que calçam duquesas, cães com faro para dólar, feltros para chapéus à Indiana Jones, cortiça que vai amortecendo as quedas das exportações, azeite enriquecido com ervas ou ouro (banal!), sardinhas enlatadas que ficam bem em qualquer dispensa menos avantajada, bananas que crescem em jardins, camisas que (in)vestem irmãos, café que acorda o mundo  e engenhocas...inventores, muitos!
 
Quando acabo de pensar nisto, volto a pensar...
 
...e penso que com tanta produção nacional de qualidade, não deveríamos nós ocupar um lugar ao sol no mundo dos bons negócios e sermos um POQ - país de origem e qualidade? O que é que nos falta? Gestão de qualidade ou quantidade de gestores NACIONAIS? Jogo no primeiro!
 

Confusão "semental"

 
Hoje acordei com a sensação, felizmente errada, de que tinha pela frente mais uma semana e hoje seria aquele dia que pouca gente ou ninguém gosta, a segunda feira! Não é....é mesmo sexta e não fiz ponte, por um lado, porque não tinha motivos que o justificassem e por outro, não pretendo que os nossos governantes tirem mais uma das suas conclusões brilhantes acerca dos orçamentos familiares e da suposta preguiça dos portugueses, mesmo em tempos de austeridade.
 
Fiquei satisfeita por perceber que a minha confusão mental mais não e do que o reflexo de um feriado que me baralhou as contas da semana.
Para a semana aguarda-se nova confusão semanal(mente)!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Liberdade de abril

 
Continuamos numa onda de comemorações, hoje comemoramos todos (assim quero acreditar!), um momento ímpar da história de Portugal que determinou uma viragem de 180º na estrutura política e social dos portugueses definindo-se assim um novo conceito de Liberdade, muito diferente daquele que se conhecia até 1974.

A Liberdade (escrevo-a sempre com letra maiúscula), que nos trouxe o 25 de abril é aquela que me permite neste nomento expressar a minha opinião, é aquela que me deixa expressar ideologicamente, é aquela que exerço de forma responsável, é aquela que me faz ter a ter a racional convicção de que não a quero deixar de ter e é a mesma que muitos portugueses, hoje, não querem perder.
 
Os portugueses têm assistido a muitos atropelos à sua liberdade individual e coletiva nestes 39 anos de democracia e lá vamos reagindo de forma passiva, pacífica e resignada  muitas vezes, uma ou outra vez de forma mais passional e impulsiva e raras vezes de forma racional. Antes de abril nem sequer podemos falar de Liberdade, pós abril quase que roçamos o libertismo, ou pecamos por defeito ou pecamos por excesso, nós portugueses somos assim, temos muita dificuldade em encontrar o meio termo, o equilíbrio, acho que está na própria genética cultural deste povo e dificilmente esse ADN sofrerá uma mutação.
 
Ainda assim, vale a pena relembrar dada a pertinência e atualidade do assunto, os ideais de abril, a Grândola Vila Morena, os cravos vermelhos, o MFA e aquilo que vou ouvindo da boca dos mais jovens: "Portugal precisa de outro 25 de abril!", só tenho pena que alguns dos que dizem isto não conheçam o verdadeiro significado de abril e sejam os que pecam por excesso no exercício da sua liberdade.