quinta-feira, 7 de maio de 2015

Mais vale não dizer nada, que nada dizer!

Em vários meios de comunicação foi ontem dito que Cristiano Ronaldo "terá doado 7 milhões de euros ao Nepal" a propósito do terramoto aí ocorido. Não vou aqui refletir sobre a generosidade do proprietário (por direito) da terceira Bola de ouro, o que me tem surpreendido ultimamente é a forma como se faz jornalismo em Portugal.
Não são raras as vezes, em que os jornalistas se referem a factos (ou serão pseudo factos?) utilizando tempos verbais que não nos remetem para o presente. "Terá doado?" Entao, doou, não doou ou vai doar? O jornalismo não deve primar pela objetividade? Não é factual?
Parece-me que esta forma de informar redunda em falta de compromisso com o que se diz... Isto faz-me lembrar aquelas pessoas que para tudo e para nada, respondem com um cansativo "depende". Quando assim é, penso que mais vale não dizer nada, que nada dizer.

7 comentários:

  1. Às vezes mais vale ficar calado...

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  2. O 'nosso' jornalismo está cheio de incompetentes. Gente que não faz o menor esforço para se sair bem.
    Quem escreve, seja a que pretexto for, o tal 'terá', fá-lo por um de dois motivos, ambos lastimosos. Ou não sabe escrever ou quer sacudir a água do capote, sabendo que o 'terá' é coisa que poderá ter sido ou não.
    E que tal aquela coisa importante que dá pelo nome de investigação jornalística? Nem pensar, dá trabalho e não lhes pagam(*) para investigar.

    (*) - Aqui poderia eu escrever (...) 'não lhes pagarão'(...) e não me ficava mal. Porque de facto não sei se recebem ou não para investigar.

    Dito isto, siga a bandalheira em forma de jornalismo.

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  3. É um jornalismo sem padrões mínimos de qualidade!

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  4. Ele não confirmou... mas sabe-se que sim.

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  5. O jornalismo em Portugal está longe de ser objectivo e imparcial. Um belo exemplo disso é o canal do Correio da Manhã, é cada notícia que lá passa... God!

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