sexta-feira, 13 de junho de 2014

Conversas de "chacha"

Tenho por hábito ir à minha cabeleireira em hora em que não está ninguém, não gosto de estar a fazer "sala" nesse espaço e além do mais não gosto mesmo nada das conversas, tricas e coscuvilhices apanágio de tais locais... e a cabeleireira sabe disso desde longa data.
Hoje lá fui eu, à hora marcada e mal entro... Hein! O salão estava cheio (para mim estar cheio é ter duas pessoas e uma criança)! A cabeleireira apressou-se a justificar-se e lá foi dizendo que não teve tempo de me avisar para vir mais tarde, para aguardar uns minutos, ou se preferisse, agendava nova hora, etc. etc...
Esperei uns minutos (mais de quinze e menos de sessenta!) e enquanto esperava tive a reconfirmação de que gosto de ir ao cabeleireiro quando não está ninguém, pois as conversas não mudam... desde a história do dia do casamento, do vestido, do menu, do baile até ao dia do parto do primeiro filho com todos os pormenores, desde a epidural até ao desmaio do pai e pelo meio, os dedos de dilatação... tudo foi apregoado!
Para terminar este cenário quase dantesco, só mesmo uma criança a bater à mãe por esta o ter pisado involuntariamente...  também inadervertidamente a mãe lhe pedia constantes e repetidas desculpas. Não desculpo! Não desculpo! Gritava a criança e gritava eu... mas por dentro, pois barulho já havia que chegasse!

13 comentários:

  1. Eu também gosto de ir com hora marcada..:) Bom fim de semana:)

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  2. Beeem! Que confusão de cabeleireiro :))
    Bj S

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  3. Isso já é tipico de cabeleireiros, não há nada a fazer! É por isso que eu também gosto de ir quando há pouco movimento :)

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  4. Uauuuuuuuu...julguei que era só eu! Já me sentia jurássica, pois também evito idas ao cabeleireiro a horas de "ponta".

    Beijinhos.

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  5. Cheguei a ouvir que comportamentos desses revelavam “forte personalidade”! Da criança, claro!!

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  6. eu fujo de crianças assim a sete pés!!

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  7. Mudei recentemente de cabeleireiro precisamente porque não suportava a coscuvilhice da minha antiga cabeleireira. Mesmo com poucas pessoas lá, ela fazia demasiadas perguntas, a meu ver, sobre coisas demasiado pessoais e que em nada tinham a ver com ela. Eu ia respondendo para não ser considerada mal educada mas saía de lá sempre com a sensação que as pessoas não têm nada que ficar a saber disto ou daquilo sobre a minha vida. Mudei e agora sinto que é tão bom ir arranjar o cabelo e não ser submetida a um interrogatório!

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  8. E por isso que continuo a prefir a educação a moda antiga...

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  9. Eu tambem detesto ir à cabeleireira por causa das conversas e das mexeriquices que por se lá falam mas como eu sou adepta de cabelos curtinhos tenho que ir varias vezes lá,o que me vale é que quando lá estou,estou sempre acompanhada pela minha mãe,porque senão ficava aborrecida com aquela conversa toda!! Fica com deus!! mundomusicaldacarolina.blogspot.pt

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  10. Durante anos e anos fui assim. Não me sentia identificava particularmente com esse ambiente de "confessionário" dos cabeleireiros. E na altura esperava-se que todos os que fossem parar à cadeira da tosquia desatassem a contar a sua história de vida e a comentar os mexericos em voga. Eu ia calada, não me interessava pelos temas e as próprias funcionárias achavam estranho e diziam:
    "A menina é muito calada, não é?" "Não está a gostar da conversa?"

    Como explicar? Não me incomoda que falem do que quiserem simplesmente não me identificava com nenhum tema. Queria lá saber da vida dos que apareciam nas revistas, dos fuchicos, ou de falar de mim a pessoas desconhecidas e que não ia voltar a ver!

    Hoje acho que isso mudou, em ambos os lados. Eu sou mais conversadora e os cabeleireiros deixaram de ser um lugar para tanto mecherico. Por vezes até acho que as cabeleireiras estão fartíssimas de escutar sempre as mesmas histórias e não deixam de dar o seu consentimento com um básico e enfadonho "hum-hum". Ansiosas que ficam para ligar o secador e «calar» de vez a cliente tagarela.

    E depois sempre achei os cabeleireiros lugares muito barulhentos, o que também não me identificava. Precisava mais de silêncio ou de uma conversa que brota espontaneamente e não era forçada. Antigamente os cabeleireiros sentiam necessidade de meter conversa com as clientes para as fidelizar, suponho. Agora existe conversa mas a coisa é mais distante, menos forçada.

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  11. Também concordo com o Carlos... Falta da educação à moda antiga...
    Nem quando REALMENTE eu tenho razão os meus pais me pedem desculpa nem nunca pediram... Quanto mais eu lhes bater?
    Davam-me 3 coças do caixão à cova que só me deixavam inteiros uma perna e um braço para me obrigarem a ir para a escola à mesma....

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