terça-feira, 10 de junho de 2014

Que parva que eu sou!

Apetece-me fazer um raciocínio analógico relativamente ao meu dia de hoje e ao Dia de Portugal. Pois bem, o desgaste do meu dia de hoje é como o desgaste em que Portugal se encontra... Mas pronto, não me vou aqui perder com considerações políticas, económicas e sociais nem tão pouco fazer de comentadora política, o que pretendo é tão só partilhar convosco um pouco do meu dia e acima de tudo, a lição que dele tirei...
Em dia de feriado nacional o meu dia foi tudo menos consonante com um dia de feriado... Acho que preferia ter ido trabalhar do que trabalhar para o emprego, mas em casa... Relatórios, relatórios e mais relatórios preencheram as longas horas do dia e como se não bastasse, o meu computador assumiu ter vontade própria e resolveu brincar comigo aos mágicos, fazendo desaparecer trabalho de um bom par de horas... Irritei-me muito, desejei voltar à idade da pedra... pronto, à era da caneta e do papel e numa fase de desespero quase total, disse mal da minha vida e vitimizei-me até à exaustão. Felizmente tive uma voz que me disse ao ouvido para ir dar uma volta, apanhar ar e esquecer o assunto por uns largos minutos. Fui!
E fui tomar um café e enquanto o saboreava com uma auto disciplinada calma, reparo que na mesa ao lado, estava uma jovem que pelo seu aspeto físico denunciava uma recente doença cancerosa... Falava, gesticulava energicamente,  sorria, ria como se fosse a mulher mais feliz do mundo, resolvida e de bem com a vida... E acredito que estivesse feliz.
Ruborizei de vergonha...
Que parva que eu sou!!!

6 comentários:

  1. Já me aconteceu o mesmo com trabalhos no computador. Ter ido dar uma volta e ter sido capaz de ver o que se passava em redor, foi mesmo uma boa ideia.

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  2. Pois é, às vezes sentimos que os problemas apenas nos visitam a nós, mas ao nosso lado pode estar alguém em situações piores. Há sempre uma lição a tirar.

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  3. E dar uma volta apanhar ar ajuda-nos sempre a ver que há gente bem pior que nós.:) Bom dia.:)

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  4. Existe sempre alguém numa pior situação que a nossa e apesar de tudo consegue dar a volta por cima e tirar partido da vida! Em suma: estamos sempre a aprender!

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  5. Há alturas em que uma pessoa tem mesmo de relativizar o que vai acontecendo na vida, porque quando pensa em certas pessoas e/ou situações, sentimos que há pessoas que nos podem ensinar muito, mesmo sem dizer nada.

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